Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.
Martha Medeiros
Um dia decidi voltar a ouvir minhas músicas antigas, aquelas que ouvia quando adolescente. Durante esse momento de nostalgia, uma das canções que apareceu era a que mais me marcou. Ela me lembrou de alguém com quem dividi minha vida por 11 anos, não era uma pessoa na verdade, mas um animal que era o mesmo que ser membro da familia.
Eu cresci sendo uma pessoa solitária, então esse cachorro me fazia companhia a todo momento. Tive momentos em minha vida que somente a presença dele me salvou, você sabe, nunca é bom ficar sozinho… Depois de 11 anos juntos ele veio a falecer, eu me senti extremamente solitaria quando isso aconteceu e com o passar do tempo (e duas adoções) eu consegui superar. Fiquei pensando sobre tudo que vivi com esse animal, que parecia ser metade de mim, e pensei em como fui sortuda tê-lo comigo. Lembro dele sempre ir até mim e fazer bobagens quando eu estava triste, de compartilhar minha alegria com eles e tudo mais…
De vez enquando bate a saudade, saudade de vê-lo andar pela casa atrás de mim, dos latidos quando passava alguém na frente de casa e tudo mais… Essa saudade sempre vai ficar comigo, eu sei que ela não vai embora, porém eu decidi viver e procurar manter meu sorriso, afinal era disso que ele mais gostava em mim.